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Jogos baseados em filmes já nascem com a pior das reputações. Assim como as adaptações de games para o cinema, tais títulos são vistos como meros caça-níqueis, que tentam ganhar algum dinheiro usando uma marca licenciada que está prestes a chegar às telonas. A ideia é permitir que as pessoas partissem da diversão em casa.
007 Legends é mais um dessa leva, sendo lançado em conjunto com o longa “007 – Operação Skyfall”. Aqui, porém, em vez de transferir a trama da nova produção para os games, a Activision preferiu voltar ao passado e relembrar os clássicos filmes do espião mais famoso do mundo. Uma ideia que agradou muitos saudosistas, ao mesmo tempo em que deixou todos com o pé atrás.
A Eurocom, com sua experiência nos últimos jogos do espião, foi escolhida para a empreitada. Mas, infelizmente, o que se vê é uma repetição de erros do passado e uma ação que em nada lembra o estilo refinado e mordaz de James Bond. Uma capa clássica e atrativa para um jogo fraco e lotado de falhas.
Aprovado
Respeito aos clássicos
A trama de 007 Legends começa da mesma maneira que o mais recente filme do espião britânico. Ao receber o tiro que faz com que ele seja dado como “morto em ação”, James Bond se lembra de suas aventuras do passado, que surgem de forma extremamente vívidas. É assim que começam uma série de capítulos que remontam aos seguintes longas da franquia:
“007 Contra Goldfinger” (1964);
“007 A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969);
“007 – Permissão Para Matar” (1989);
“007 – Um Novo Dia Para Morrer” (2002);
“007 Contra o Foguete da Morte” (1979);
“007 – Operação Skyfall” (2012, exclusivo como DLC).
Aqui, Daniel Craig aparece no papel do espião durante todo o game, substituindo atores como Roger Moore e Sean Connery. O mesmo, porém, não pode ser dito dos vilões e personagens secundários, que voltam a ser interpretados pelos astros originais. Mais do que isso, o elenco de estrelas foi convidado para regravar as falas, trazendo uma autenticidade única ao título.
As histórias, porém, aparecem modernizadas, com James Bond fazendo uso de armas da atualidade e tecnologias como computadores e celulares. Ainda assim, existe um cuidado especial com cenários e figurinos, de forma a passar a impressão de que o jogador está, realmente, dentro do filme. Certas situações podem parecer deslocadas em um contexto contemporâneo, mas, ainda assim, vão agradar os fãs de 007.
Multiplayer de raiz
Um dos pontos mais interessantes de 007 Legends é, sem dúvida nenhuma, seu modo multiplayer local. Em uma tentativa de emular o clássico GoldenEye, o título permite que até quatro jogadores compartilhem da ação em um mesmo console, se divertindo em arenas inspiradas nos filmes da saga.
A grande quantidade de personagens também retorna aqui e é possível contar com a presença de vilões e Bond Girls que nem mesmo aparecem no modo campanha. Armas do game para Nintendo 64 também fazem um retorno, assim como o modo Golden Gun, que aqui, premia o detentor da arma dourada com mais pontos na partida.
Para muitos, essa função será mais jogada que os capítulos inspirados nos filmes. Apesar de muitos dos problemas do game também aparecerem aqui, o modo multiplayer local cumpre a função de qualquer game de tiroteio: divertir.
Reprovado
Mas é outra remasterização?
GoldenEye 007: Reloaded tinha desculpa para apresentar gráficos fracos, por ser uma versão em HD de um título para o Wii. O mesmo, porém, não se aplica a Legends, um título feito do zero para os consoles da sétima geração e que apresenta visuais tão ruins quanto o seu antecessor.
A lista é grande. Temos texturas pobres, elementos de baixa resolução, screen tearings, pop-ins de elementos no cenário e diversos itens que ultrapassam paredes e outros objetos. Eventualmente, soldados andam sem moverem os pés ou atravessam barreiras para te atacar. E o mais triste de tudo: os personagens clássicos aparecem inexpressivos e esquisitos, longe do esplendor que poderiam (e deveriam) possuir.
A desenvolvedora Eurocom parece ter aproveitado o mesmo motor gráfico que usou no Nintendo Wii, apenas adicionando elementos em HD à equação. O resultado, de maneira geral, é simplesmente ruim.
O mesmo vale para a jogabilidade, uma versão piorada do sistema já bem conhecido da série Call of Duty. Apesar de contar com algumas mudanças, como o uso de gadgets ou coberturas, os controles não respondem bem e podem prejudicar o usuário, principalmente nos momentos em que agilidade e precisão são necessárias.
Apenas para iniciados
Se você não é fã de James Bond ou assistiu apenas aos filmes mais recentes do espião, é melhor fazer a lição de casa antes de jogar. 007 Legends não faz a menor questão de explicar contextos e enredos para os jogadores, posicionando-se como um game feito apenas com os aficionados pela série em mente.
A história dos filmes do passado não é contada e o jogador é lançado em meio à ação, em momentos-chave da história, seguindo-a a partir dali. As cenas trarão um sorriso ao rosto de quem conhece a saga do espião, mas deixarão todos os outros boiando. Tal perspectiva esvazia o enredo, pois não exibe a motivação de vilões e mocinhos, além de passar a impressão que 007 Legends é um game no qual apenas atirar importa.
Sozinho na rede
Enquanto a jogabilidade local de 007 Legends é rápida e divertida, o mesmo não pode ser dito quando o assunto são os modos online. Apesar de serem o grande foco do multiplayer, o título sofre com problemas de conexão e um grande vazio de usuários, que parecem não terem embarcado no game.
Durante nossos testes, enfrentamos diversos problemas de conexão e estabilidade no sistema de criação de partidas. Quando ele finalmente funcionava, passávamos muitos minutos esperando a aparição de mais jogadores para que, finalmente, a rodada começasse. E aí, começava a torcida para que ela não caísse no meio. Quem quiser se conectar a 007 Legends vai precisar de paciência e muita disposição.
Vale a pena?
007 Legends poderia ser definido como uma versão piorada de Call of Duty: James Bond. O potencial da ideia original do game não é aproveitado de forma alguma, com a Eurocom apresentando um título que se esforça para chegar ao quesito “regular”, cheio de falhas e com um enredo vazio.
Aos poucos, mais e mais informações sobre Grand Theft Auto V começam a vir a público. Após a fenomenal edição da revista Game Informer, que revelou muita coisa sobre o game, novas imagens dão mais um olhar sobre os protagonistas e as corridas que são tradição da franquia. Confira tudo na galeria abaixo.
Halo 4 acabou de chegar ao Xbox 360 mostrando o porquê a franquia é tão popular e querida pelos fãs. Com uma excelente nota em nossa análise, o game é uma das principais apostas da Microsoft para o título de jogo do ano e também para aumentar as vendas do console. No entanto, e para quem está tendo seu primeiro contato com a série? Basta popularizar as versões anteriores.
Aproveitando as expectativas em torno da nova missão de Master Chief, a empresa cortou o preço de Halo 3 para que mais gente possa conhecer o clássico. Com isso, desde a última quinta-feira, 8 de novembro, o título está sendo vendido por apenas R$ 69 nas lojas oficiais.
Porém, ele não foi o único a ficar mais barato. Gears of War 2, Kinect Sports e Kinect Sports: Season Two também ficaram mais baratos e estão sendo vendidos pelo mesmo preço. Outros games também receberam a redução, entrando na faixa dos R$ 79 e 99, como Halo: Reach eForza Motorsport 4.
Confira a lista completa de jogos e seus novos preços:
Quando a Rockstar anunciou que GTA V nos levaria de volta a Los Santos, muita gente comemorou a possibilidade de reencontrar velhos personagens de San Andreas. Afinal, quem não gostaria de encontrar CJ depois de tanto tempo? No entanto, isso não será possível.
Por mais que a volta à cidade realmente signifique encontrar locais conhecidos e algumas personalidades, não espere encontrar nenhum dos protagonistas dos títulos passados. E mais do que simplesmente descartar a possibilidade de cruzarmos com Niko Bellic em uma esquina, o vice-presidente do estúdio, Dan Houser, negou que os personagens de San Andreas possam voltar. E foi além.
Segundo ele, nada daquilo que vimos na série GTA da geração passada existe na Los Santos atual. Para ele, são dois universos distintos que não coexistem, o que significa que participações especiais de CJ, Tommy Vercetti e dos demais conhecidos que vimos no PlayStation 2 estão fora de cogitação.
A cada nova notícia sobre a próxima geração de consoles, nos enchemos de esperanças sobre o que está por vir. Mesmo sem qualquer informação concreta sobre os sucessores do PlayStation 3 e Xbox 360, eles são a resposta que tanto procuramos para os problemas dos sistemas atuais. No entanto, nessa busca por uma solução, raramente nos questionamos sobre o que realmente queremos encontrar.
No caso dos jogos, o dilema é sempre em torno dos gráficos. Ainda não temos ideia do que o futuro nos reserva, mas ele sempre parece promissor, fantástico e capaz de ir além de tudo aquilo que temos hoje. É por isso que, para podermos imaginar o que o futuro nos reserva, precisamos retomar a já desgastada discussão sobre a importância — e a relevância — do visual em um game.
Entre a beleza e a utilidadeAfinal, o que faz um gráfico ser bom? Tenho a certeza de que muitos vão responder que a forma de termos um visual realmente estonteante está em apostar em algo extremamente realista — quantas vezes a expectativa em torno de um jogo não foi medida pelo nível de beleza oferecido? Porém, as coisas vão muito além disso.
É claro que trazer algo próximo da realidade é um fator que realmente nos impressiona e encanta, mas não deve ser a única base na hora de analisarmos a parte técnica de um game. Há uma série de outros elementos que influenciam a experiência geral.
Vamos partir para um exemplo prático: Assassin’s Creed 3. O game recebeu uma excelente nota geral, mas muita gente discordou — de maneira revoltada até — do 85 dado para a parte visual do título. Sendo melhor que seus antecessores e apresentando uma versão dos Estados Unidos colonial muito bem detalhada, qual o motivo dos descontos?
É impossível negar que a Ubisoft fez um excelente trabalho na construção do mundo do jogo, com muito mais detalhes e elementos em tela do que os jogos anteriores. No entanto, há alguns problemas que vão além da simples questão do “está bonito/feio”.
O principal objetivo de um game é divertir e entreter a partir da imersão. No momento em que você inicia a aventura e parte para a ação, a pessoa que segura o controle deixa de existir, dando espaço ao personagem principal daquela história — e tudo aquilo que você experimenta na jogabilidade e vê na tela de sua TV são ferramentas usadas para fazer com que essa “viagem” seja ainda mais intensa.
O problema surge quando acontece algum tipo de "defeito" que faz com que essa “ligação” seja interrompida. É uma falha que vem exatamente para lembrar que estamos diante de um jogo e que nós ainda estamos sentados no sofá. Pode até não ser algo fundamental, mas atrapalha ao causar um estranhamento diante de tudo aquilo que estamos vivendo — quase como aquela pequena pedra que incomoda em seu tênis novo.
No caso de Assassin’s Creed 3, isso aparece de diversas formas, seja com as texturas inexistentes em vários objetos — como a porta que parece um grande JPG devido à falta de detalhes e definição — ou naqueles momentos em que você simplesmente atravessa um objeto como se não tivesse nada à sua frente. São pequenos pontos, mas que fazem toda a diferença.
Um grande gráfico nas pequenas coisas
Esqueça a ideia de que bons gráficos e realismo são sinônimos. Por mais que continuemos a nos impressionar com uma ótima reprodução da realidade, não é ela que torna a experiência de um jogo única. Ela é, na verdade, uma peça dentro daquilo que vai tornar a ambientação ainda maior.
O ponto é que somos quase sempre enganados por nossos olhos. Deixamos que a grande quantidade de elementos visuais nos impressione e faça com que fiquemos encantados com o quão próximo da verdade uma imagem tridimensional pode chegar. O problema é que isso não é o suficiente.
Os gráficos não são mais apenas a parte que dá forma aos objetos em um game. Isso é coisa do passado, de quando as produtoras começaram a brincar com a nova tecnologia de modelagem. Nos títulos atuais, mais do que construir um personagem ou uma estrutura do cenário, seu comportamento também deve ser levado em consideração.
Nos títulos atuais, o segredo são os detalhes. Apesar de quase nunca serem o centro das atenções e sempre ficarem em segundo plano, são eles que fazem toda a diferença na hora de construir a ambientação de um jogo.
Por mais que muita gente tenha ficado embasbacada com o realismo que a Electronic Arts e aDICE conseguiram criar em Battlefield 3, a principal adição gráfica da Frostbite 2 foi exatamente a adição de pequenos elementos durante os combates. A poeira que subia quando uma parede era destruída, a fumaça e as faíscas que surgiam a cada disparo e até mesmo as lascas de concreto que voavam quando um disparo atingia uma construção são apenas alguns exemplos de como as menores coisas são responsáveis pela grandiosidade de um projeto.
Questão de movimento
No entanto, não são apenas os detalhes que vão determinar os gráficos de um jogo. Há uma série de outros elementos, incluindo aqueles que vão além daquilo que nossos olhos são capazes de ver — como é o caso da física. A maneira como uma partícula se comporta, por exemplo, é tão importante quanto como ela se apresenta. Na verdade, ainda mais.
É difícil imaginar algo que você não vê, não é mesmo? Então vamos tentar um exercício de criatividade: pense em um jogo com um nível gráfico absurdamente bem detalhado, sendo quase uma fotografia — quase ao nível de Beyond: Two Souls. Impressionante, não é mesmo? Agora imagine a personagem se movimentando tão desengonçada como o Robocop, vestindo roupas de plástico e interagindo com pedaços de papelão. É mais ou menos assim que um jogo cujo motor gráfico com física inexistente se comporta.
Por mais que quase nunca tenhamos dado a devida importância a essa característica, é ela quem ajuda a dar vida àquele mundo. O principal salto dos títulos atuais para aqueles que tínhamos no PSOne é exatamente a interação de pequenos objetos de acordo com aquilo que a física oferece. Basta pensar no cabelo duro de Cloud em Final Fantasy VII e na maneira com que cada fio de Lightning balança com o vento à medida que ela corre em Final Fantasy XIII.
Possibilidades versus imersãoDesafios para a próxima geraçãoÉ nesse ponto que chegamos ao principal dilema da atual geração: como dar vida a tudo isso sem comprometer todo o restante? Não é difícil imaginar que, para aliar tudo o que foi discutido aqui em um único jogo, é preciso um esforço considerável. No caso dos PCs, a solução fica em exigir um hardware mais potente para que o desempenho não seja prejudicado. Porém, o que acontece quando o estamos falando de video games, cujas especificações não podem ser alteradas?
É por isso que é tão comum que jogos que chegam para consoles e computadores apresentem diferenças tão gritantes em todos os aspectos. E não apenas no nível de detalhamento visual, mas em todos os detalhes citados anteriormente — o que pode ser um grande problema, já que pode gerar experiências diferentes em cada plataforma.
Exemplo disso é Borderlands 2, que aproveita muito bem os recursos dos PCs para criar algo bem mais realista e imersivo. Ao entrar em combate e derrotar vários inimigos, a fumaça permanece no ar e os corpos dos adversários derrotados deixam claro que houve um confronto ali. Já no PS3 e Xbox, a poeira desaparece rapidamente e os cadáveres logo se desintegram — uma medida necessária para que o jogo não tenha de computar informação ”inútil” e dê prioridade a outros elementos.
No último dia 30 de outubro, a Ubisoft lançou Assassin’s Creed 3 – a última parte da saga do assassino Desmond Miles – para PlayStation 3 e Xbox 360. No entanto, a data também marcou a chegada do spin-off Assassin’s Creed 3: Liberation.
Lançado exclusivamente para o PlayStation Vita, o game conta a história da primeira protagonista do sexo feminino da série: Aveline de Grandpré, uma assassina que, assim como Connor, viveu durante a época da Independência dos Estados.
Além disso, outro aspecto torna o game diferente de seus irmãos maiores dos consoles. Assim como a parcela multiplayer de Assassin’s Creed 3, a história de Liberation é apresentada para o jogador como se este fosse mais um dos clientes da Abstergo (a multinacional dos tempos atuais controlada pelos templários) a fazer o uso recreativo do Animus – a máquina do game que permite que as pessoas revivam as memórias de seus antepassados.
Desse modo, em vez das tradicionais voltas para o presente, a história de Aveline é apresentada em episódios selecionados pela Abstergo como “apresentáveis” ao grande público (apesar de, com um pouco de exploração, ser possível encontrar a verdade escondida). Será que as inovações nesse formato são suficientes para fazer este exclusivo do Vita vingar? Descubra logo abaixo em nossa análise
Aprovado
A experiência dos consoles na palma da sua mão
Assassin’s Creed 3: Liberation não é o primeiro game da série a estrear nos portáteis, mas é o que melhor consegue reproduzir a experiência de jogo encontrada nos portáteis – algo possível graças, em grande parte, aos dois analógicos do PlayStation Vita.
Com controles praticamente iguais aos dos consoles, o tempo de aprendizado para qualquer um que já conhece a série é praticamente nulo (mas não há necessidade para os novatos se preocuparem, uma vez que, como de praxe, as primeiras missões apresentam todos os recursos com detalhes).
Ao mesmo tempo, todos os lugares apresentados em Liberation em nada devem às localidades dos consoles. New Orleans, por exemplo, é cheia de vida e é possível encontrar dezenas de cidadãos percorrendo uma de suas ruas movimentadas (em oposição aos ambientes desertos de Bloodlines, por exemplo).
Claro que a extensão dos mapas não chega a ser tão assombrosamente grande como no PlayStation 3 e no Xbox 360. Ainda assim, tanto Nova Orleans, como a região pantanosa de Bayou (com direito a crocodilos e rituais vodu) e as ruínas maias de Chichen Itza fazem jus à tradicional representação histórica cheia de detalhes pela qual a série ficou conhecida.
Portanto, se você estava preocupado sem saber quão interessantes as localidades de Liberation ou se poderia correr por telhados e assassinar pessoas da mesma forma como nos consoles, pode ficar tranquilo. Tudo isso, e muito mais, está presente no Vita.
Uma assassina cheia de recursos
Na história de Assassin’s Creed, os heróis do game já utilizaram disfarces para infiltrar-se em determinados ambientes (basta lembrar de Ezio vestido de bardo italiano em Revelations, por exemplo). No entanto, Aveline faz ainda mais e tira vantagem de sua peculiar posição social ao máximo.
Com a ajuda do “Sistema de Personas”, como foi batizado pela Ubisoft Sofia, Aveline pode se vestir como uma assassina, escrava ou nobre, sendo que cada uma dessas personas conta com suas próprias vantagens e desvantagens. Vestida como Lady, é possível explorar a cidade sem chamar a atenção da sociedade, no entanto, é impossível escalar prédios, ao mesmo tempo em que a sua mobilidade é prejudicada.
Como escrava, a protagonista conta com a mesma discrição da Lady, além de já poder carregar armas e recuperar sua mobilidade, além de poder incitar outros escravos a rebelar-se (causando distrações perfeitas para que Aveline possa agir). No entanto, sem a armadura encontrada em sua vestimenta de assassina, entrar em conflitos (especialmente armados) não é exatamente recomendável enquanto essa for a persona escolhida.
Graças a equipamentos e possibilidades exclusivas de cada uma dessas três “Avelines”, o Sistema de Personas torna a jogabilidade bastante flexível e versátil – uma novidade interessante e que consegue variar bastante a jogatina.
Aventuras em potencial
Por ser um game desvinculado a Desmond Miles e seus antepassados-chave (Altair, Ezio e Connor), Assassin’s Creed 3: Liberation demonstra o “potencial infinito” da franquia já comentado anteriormente pelos produtores da série.
Mesmo centrando a história do jogo apenas em Aveline, o game consegue manter-se interessante graças a sua conturbada relação com o seu mentor Agaté e a sua busca por sua mãe biológica desaparecida, Jeanne (a ex-escrava e ex-placée – algo como uma “amante oficial” – de seu pai).
Isso também não significa que o confronto entre templários e assassinos seja ignorado aqui, mas demonstra que a Ubisoft é capaz de desenvolver tramas interessantes mesmo fora do núcleo principal do qual Desmond faz parte.
Legendado para sua maior comodidade
Anunciado nos 45 minutos do segundo, o recurso de legendas em português do Brasil torna muito mais fácil a compreensão dos acontecimentos. Apesar de o nosso idioma ainda não estar disponível entre as opções de dublagem, todo o restante do jogo está em português, até mesmo na versão digital do game – algo que mostra a preocupação da Ubisoft com o publico brasileiro.
Reprovado
Multiplayer de Facebook
Se você estava empolgado com a presença de multiplayer em Liberation, é provável que você se decepcione ao descobrir que a modalidade é bastante diferente da apresentada nos consoles maiores.
Nela, o jogador deve escolher entre tomar o partido dos Assassinos ou da Abstergo. A partir daí, os dois times precisam dominar o mundo (representado como um grande tabuleiro de War) antes do rival. Já as batalhas são totalmente indiretas e o papel do jogador é apenas comandar seus personagens para atacar ou defender territórios.
Quando a energia de seus guerreiros acaba, basta esperar algum tempo (que pode variar de acordo com o tipo de missão enfrentada) antes de voltar à ativa. Apesar de bem estruturado, faltam explicações para situar o jogador – algo que torna tudo bastante confuso e complicado nos primeiros momentos.
Semelhante ao jogo “Marvel: Avengers Alliance” disponível para Facebook, o modo multiplayer não é de todo mal, mas se encaixaria melhor em outras plataformas (como a própria rede social ou até mesmo o Android). No Vita, o tempo e esforço utilizados para o seu desenvolvimento poderia ser utilizados para polir melhor a campanha principal do game.
Perfumaria multitoque
Os recursos extras do PlayStation Vita são muito legais. No entanto, eles acabam se tornando irritantes quando usados à exaustão apenas para mostrar as capacidades do console e, infelizmente, Assassin’s Creed III acaba cometendo esse pecado. Pense quão cômodo é, durante uma fuga de carroça, por exemplo, ter de utilizar a tela de toque para acelerar ou reduzir a velocidade do veículo.
Devo confessar, no entanto, que a primeira vez em que, para resolver um pequeno puzzle, tive de apontar a câmera do PlayStation Vita para uma fonte luminosa, achei a proposta interessante. Na terceira vez, quando eu já estava deitado na cama e mesmo a luz do meu abajur não era suficiente para o jogo, a ideia começou a soar estúpida.
Vale a pena?
Mesmo fugindo da trama principal de Desmond Miles, Assasssin’s Creed 3: Liberation consegue criar uma experiência de jogo bastante interessante. Enquanto a Ubisoft anunciou que o game do PlayStation Vita estabeleceria relações com a história de Connor, isso é apenas um detalhe, sendo que a história de Aveline de Grandpré consegue se sustentar sozinha.
No entanto, mesmo sendo o melhor Assassin’s Creed já lançado nos portáteis, o game ainda comete alguns deslizes. O uso inconveniente dos recursos do Vita (inseridos talvez por pressão da Sony) e a falta de explicação sobre o início da relação de Aveline com a Ordem dos Assassinos são duas falhas que acabam se tornando bastante incômodas.
Ainda assim, isso não é suficiente para apagar o brilho de Liberation, que consegue ser bem-sucedido ao reproduzir muito bem as características principais da série, além de mostrar que, mesmo com o final da saga de Ezio em Assassin’s Creed 3, a série ainda pode oferecer muito mais.
O Agente 47 é um dos mercenários mais intrigantes do mundo dos games. Com histórias cuja moral sempre apresenta algum conflito ético bastante tortuoso, o agente está prestes a viver sua mais nova aventura: Hitman Absolution.
O futuro título da Ubisoft colocará o careca com código de barras na nuca em uma posição um pouco diferente da que ele estava acostumado até hoje. Acontece que 47 foi traído pelas únicas pessoas nas quais confiava dentro do mundo de espionagem e interesses em que ele vive.
Agora, sem ajuda de uma organização e da infinidade de recursos que ele sempre teve, Hitman terá que contar com seus próprios instintos assassinos para conseguir julgar o que aconteceu com sua vida. Aproveitando esse momento, a Ubisoft lançou um trailer mundial de divulgação do novo game do Agente 47 e, como hoje é segunda-feira, exatamente esse foi o vídeo escolhido para compor o quadro “Destrinchamos” desta semana.
Ninguém nunca está preparando o suficiente para o 47...É preciso ter paciência com ele
Quem já jogou algum game da franquia Hitman sabe que por trás dos disfarces e da cara de malvado, há um bom homem com vasto senso de justiça e humanidade no Agente 47. A primeira prova de que o bravo espião continuará a seguir a linha de “bom moço em segredo” é o áudio que inicia o vídeo.
“Um homem chegará e vai levar você embora. Esse homem é diferente. Ele vai lhe proteger. Por favor, não o julgue pelo que ele tiver que fazer. Algum dia, você entenderá o que aconteceu”. Será que essa menininha (chamada Victoria) será o foco da missão deste game? É claro que sim.
O vídeo ainda sugere uma série de outras situações:
Um policial ferido e uma dupla de armas com silenciadores
Nós já sabemos que Hitman enfrentará sérios problemas com a polícia. Mas, será que as autoridades estão envolvidas no sequestro da jovem garota? A violência com que 47 trata os tiras indica que os policiais também não são nem um pouco amigáveis.
Na sequência, podemos identificar um hall de entrada de um salão enorme, com o Agente 47 portando armamento pesado. Agora a coisa deve ter ficado séria...
Carteiro assassino
Quem conhece a série Hitman sabe que os disfarces são fundamentais no jogo, tanto para caracterizar a própria série, quanto para cumprir as missões. Podemos notar que o Agente 47 utiliza uma farda de polícia, o que confirma que os disfarces novamente serão fundamentais no jogo e, desta vez, devem alterar o quesito jogabilidade de Absolution.
Resolvendo na pancada
Um dos pontos altos de Hitman Absolution deve ficar por conta da completa variedade de possibilidades de aniquilar as vítimas. Em vez das habituais rajadas de metralhadoras ou do silencioso tiro de pistola, provindo das sombras, os jogadores poderão descer o sarrafo nos algozes. Inclusive, como o vídeo mostra, há uma espécie de soco inglês — arma altamente ilegal — que deve proporcionar confrontos envolvendo muita bordoada.
Em outra passagem, o Agente 47 atira uma faca nas costas de um inimigo para apunhalá-lo pelas costas. Sabemos que o jogo contará com machados, pedaços de ferro e outros objetos que vão permitir um nível de violência nunca antes visto na série dos assassinatos silenciosos.
Imagem não é nada?
Hitman não é uma franquia exatamente famosa pelo seu alto nível de qualidade gráfica. A mecânica do jogo, por outro lado, é consideravelmente bem trabalhada, permitindo que os gamers tenham bastante controle da movimentação do assassino. Mesmo assim, é fácil vermos que as armas receberam uma atenção especial em seu visual.
Mais do que isso, os detalhes faciais do agente 47 demonstram um homem já mais velho do que os games anteriores, com várias rugas de expressão. No mesmo quesito, a ambientação foi muito bem construída, utilizando efeitos excelentes de luz e sombra para criar uma atmosfera estéril de perigo.
A iluminação se faz presente quando uma arma dispara um projétil. No caso de uma escopeta de calibre grande, como na imagem acima, a explosão do tiro espalha as faíscas para vários pontos do cenário, gerando um efeito muito bonito nas luzes.
Mesmo com um ar de “artificialidade” na construção das pessoas, podemos esperar que Hitman Absolution traga os melhores gráficos já entregues pela franquia até agora.
Quando?
Atenção para a mão mecânica! De acordo com o finalzinho do trailer, quem fizer a pré-compra do título vai ser presenteado com a expansão Hitman: Sniper Challenge, que é uma expansão sobre conflitos entre atiradores de alta precisão. Hitman Absolution tem previsão de lançamento no próximo dia 20 de novembro — daqui a 15 dias — com versões para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.